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“Não é Não” é muito mais do que “um” carnaval, é uma questão de evoluirmos com respeito…

Que a evolução que estamos vivendo é necessária e o acesso à informação encurtou caminhos, trouxe mais possibilidades de contato entre pessoas, possibilitando que os relacionamentos interpessoais se tornem mais possíveis, não discordamos, mas, sem dúvida, não estamos sabendo ter empatia suficiente para saber os limites do quanto e até onde podemos ir, ainda que exista uma linha muito tênue em alguns casos.

É como se nessa aproximação que essa evolução está trazendo, consigo estivesse vindo também a perda do respeito e as deficiências de nós, seres humanos, dos quais se espera inteligência e sabedoria.

Talvez a falta de tratarmos com mais intensidade os aspectos da inteligência emocional, que hoje são determinantes em todos os âmbitos da vida, seja algo a ser considerado com mais ensinamentos e atenção.

O fato é que nada, nada mesmo justifica continuarmos vivendo, trabalhando e nos relacionando carregando esse primitivismo onde o homem manda e a mulher obedece, e quando isso não acontece o resultado é um desastre humano, pois é assim, vergonhoso quando acontece o absurdo do assédio, seja moral ou sexual. Ambos são inaceitáveis.

Um exemplo de “basta” foi dado no Rio de Janeiro, em 2017, por cinco amigas, após um episódio de assédio ocorrido na capital, para combater a importunação sexual, movimento esse que volta com força nesta época carnavalesca depois da pandemia, pelo fato de ainda possuímos algumas concepções de machismo e apologias à vulgarização das mulheres, devido ao corpo a mostra por conta de roupas consideradas curtas.

Querer jogar a culpa no jeito de vestir, é injustificável, quando dados de uma pesquisa feita pelo site vagas.com apontou que 52% dos entrevistados relataram ter sofrido algum tipo de assédio no trabalho e, desses, 87,5% não denunciaram o assédio, por não contarem com um canal de comunicação para dar suporte.

Os motivos são terríveis, porque a falta da denúncia mostra o quanto nós — sociedade e empresas — precisamos nos atentar e colocar o combate ao assédio como uma prioridade.

  • 39,4% — Medo de perder o emprego;
  • 31,6% por receio de represálias;
  • 11% por medo que a culpa recaia sobre o denunciante;
  • 8,2% por sentimento de culpa;
  • 3,9% não tiveram coragem de relatar o fato.

A pandemia acentuou o assédio moral nas famílias, enquanto o trabalho em home office e o convívio familiar trouxe uma aproximação que antes era sempre desejada, mais como desculpa para ter férias quando então poderia se compensar a ausência familiar, até porque, o que se viu foram agressões e costumes que antes eram desconhecidos entre casais e filhos, embora muitas questões e sinais fossem apontadas por professores, mas ignorados pelos pais.

De novo, precisamos falar de “respeito”, não mais do jeito antigo e impositivo que era eficiente, porém, num tempo de liberdade de expressão, sem perdê-lo, mas tendo-o como um valor que permite que o homem possa reconhecer, aceitar, apreciar e valorizar as qualidades do próximo e os seus direitos individuais.

E, nesse tempo que estamos vivendo, não será ignorando ou assistindo pelos noticiários os absurdos e ficando calados, sem fazermos nada que as coisas mudarão.

Precisamos nos mover como sociedade, falando com nossos filhos, mudando nosso jeito de comunicar, de tratar funcionários no meio onde vivemos, no trabalho ou de onde estivermos, afinal, nossos filhos e a sociedade precisam mais de exemplos do que de discursos e isso não pode estar limitado ou relacionado a renda de cada um.

Do lado das empresas, também precisa existir um compromisso de mudar essa situação, afinal, nas empresas os funcionários tendem a seguir as normas, então, criar canais adequados e tratar o assunto com seriedade, independente de que nível hierárquico ou competente os envolvidos forem, tem de ser um compromisso social inegociável.

Não dá para uma empresa tomar providência somente quando as coisas saem do controle por surgir numa rede social ou significar um risco, precisa ser proativa.

Nós, aqui da Alpha Secure, decidimos criar um canal de denúncias, porque temos consciência de que somos uma porta de entrada para o primeiro emprego, para o trabalho de mulheres que devem ter tranquilidade e segurança para desenvolverem seu trabalho e voltarem para casa em segurança. Esse é nosso compromisso.

Precisamos evoluir, afinal, não, é não! E os direitos individuais precisam ser respeitados, os limites de cada um precisam ser entendidos, não cabe-mais em nosso meio ou no jeito de viver o primitivismo, o machismo, o medo e a covardia. Foi-se o tempo que estar com alguém ou empresa bastava o amor, ou o salário, é preciso ser bem tratada(a), respeitada(o) e honrada(o).

Aqui na Alpha Secure é um compromisso nosso tão importante como prestar bons serviços, saber que nossos colaboradores fazem parte de um processo justo de tratamento, seja aonde for ou em que âmbito hierárquico estiverem.

Reflita: Nossa empresa e nossos funcionários são um só, provê, é provida, ela respeita e é respeitada.

Marcos Eduardo – Gerente de Marketing e Gestão de Pessoas do Grupo Alpha Secure

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