NR-1 entrou em vigor: o que a empresa precisa fazer agora

Você sabia que, a partir de 26 de maio de 2026, a saúde mental dos trabalhadores passou a ser, oficialmente, responsabilidade legal das empresas? Se a sua organização ainda não tomou nenhuma providência sobre isso, este artigo é para você e vale a pena ler até o final.

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), determinada pela Portaria MTE nº 1.419, de agosto de 2024, representa uma virada histórica na legislação trabalhista brasileira. Pela primeira vez, os chamados riscos psicossociais, como pressão excessiva por metas, jornadas exaustivas, assédio moral e sexual, falta de suporte e ambientes de trabalho hostis, passam a integrar obrigatoriamente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) de todas as empresas. Ou seja, cuidar da mente dos colaboradores deixou de ser um diferencial e tornou-se uma exigência legal. Após sucessivos adiamentos, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, foi categórico: não haverá nova prorrogação, e a fiscalização punitiva, com aplicação de multas, já está em vigor.

Os números explicam por que essa mudança é tão urgente. Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por questões de saúde mental, estabelecendo um novo recorde histórico. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem anualmente no mundo em decorrência de riscos psicossociais ligados ao trabalho. Diante desse cenário alarmante, a nova NR-1 exige que as empresas não apenas identifiquem esses riscos, mas também elaborem planos concretos de ação para preveni-los e combatê-los e que comprovem, com evidências, que as medidas estão sendo efetivamente aplicadas. Não basta atualizar documentos: a fiscalização avaliará a realidade do ambiente de trabalho, e não apenas o que está escrito no papel.

Para se adequar, as organizações precisam dar passos práticos: mapear os fatores de risco psicossocial presentes na rotina, atualizar o PGR com esse inventário, criar canais de escuta para os colaboradores, capacitar lideranças e revisar políticas de jornada e metas. Vale lembrar que a norma também se aplica ao trabalho remoto e híbrido, ampliando a responsabilidade das empresas para além das paredes do escritório. As penalidades para quem não se adequar variam de R$ 4.000 a mais de R$ 100 mil, a depender da gravidade e do porte da empresa, sem contar os riscos de ações trabalhistas individuais e coletivas, que podem resultar em condenações milionárias e sérios danos à reputação da organização.

A Alpha Secure, está por dentro em cada etapa da adequação à nova NR-1- do diagnóstico inicial à implementação de ações concretas de prevenção. Não espere a fiscalização chegar à sua porta.

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